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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Meninas estranhas e a arte de se apaixonar por si mesma



A minha vida toda sonhei em encontrar o meu grande amor, a minha alma gêmea. Quando era adolescente, eu e minhas amigas fazíamos listas mentais de todas as características desejáveis e indesejáveis do homem dos nossos sonhos. "Alto, musculoso - mas não musculoso demais - com olhos bonitos e dentes perfeitos! Ah, e claro, ele se veste muito bem." Ou: "Tem cabelo cacheado e olhos verdes, porque eu quero que meus filhos tenham cabelo cacheado e olhos verdes." Ah, e claro: "Ele é inteligente, engraçado, e eu sou a pessoa mais importante da vida dele." 
Nós sabíamos muito bem o que queríamos. E acreditávamos que tudo aquilo que a gente pedia num homem era completamente razoável e normal. Sim, esse homem, do jeitinho que a gente queria, exisitia em algum lugar e encontrá-lo era certo. Ponto final.

Com o tempo encontramos rapazes e namoramos, ou saímos em alguns encontros casuais, e percebemos que não é bem assim como pensávamos. Aquela ideia geral do amor e das pessoas acaba se modificando, e logo começamos a escutar o que as mulheres mais velhas dizem. Que nós somos muito exigentes. Que o príncipe encantado, do jeito que queríamos, não existe. Que se continuarmos sonhando desse jeito, ficaríamos sozinhas para sempre. E algumas de nós acabam chegando à conclusão que essas mulheres mais experientes têm razão - e dá próxima vez que encontrarem um rapaz que não é um completo idiota elas resolvem deixar as "ilusões" de menina para trás e aceitar um namoro com um homem que talvez não é como sonhavam, mas é legal o suficiente.


Mas algumas de nós são teimosas. Algumas de nós talvez têm as cabeças nas nuvens, mas por mais que sonhamos, nós sabemos o que queremos. Algumas de nós talvez vão ficar sozinhas por um bom tempo, sim. Mas não porque ninguém "nos quer", como algumas pessoas gostam de dizer - mas porque nós não aceitamos menos do que merecemos. Eu digo uma coisa para você, para mim mesma, e para qualquer amiga que eu tenho: Nós merecemos o amor dos nossos sonhos. Existem homens do jeito que você sempre sonhou - e um dia você vai conhecê-lo. 
Mulheres às vezes se sentem pressionadas a estarem namorando, pois uma mulher solteira ainda tem um outro status social que um homem solteiro. Acabamos optando por namorar com um cara mais ou menos legal, que não é "lá essas coisas", mas temos talvez receio de deixá-lo ir para depois nos arrependermos. 

"Eu não acho que nós somos o problema. Acho que são os homens de hoje."
Eu sei bem disso. Eu sempre fui a menina "difícil", que é uma maneira estranha de dizer que eu sempre soube muito bem quem eu sou e que tipo de homem que eu gosto (ou não). Sempre ouvi de outras pessoas que eu era exigente demais - ou chata demais, dependendo da pessoa. E sabe de uma coisa? Eu sou chata mesmo. Eu sou exigente pra caramba! Até para escolher um creme pro rosto eu escolho horrores - imagina então para ter um compromisso com alguém. Tem que ser uma pessoa muito legal para eu alterar a minha rotina e encaixá-lo no meio da minha vida corrida.

Já me senti culpada algumas vezes por não ter continuado a me encontrar com certos rapazes, porque escutava os comentários de que eu ficaria sozinha pelo resto da minha vida. E alguns dos rapazes talvez até eram legais, mas no fundo eu sabia que não combinavam comigo. Isso não tem a ver com arrogância ou futilidade - isso é simplesmente o que acontece quando você tem amor próprio e sabe quem você é.

"Garotas estranhas. Elas conseguem casar como outras garotas? Conseguem ter filhos? Conseguem ser felizes do jeito que sao? Porque elas nasceram?" - tradução livre
Mas mesmo assim, ficar sozinha não é exatamente o que queremos, né? Então como muitas outras mulheres da minha geração, instalei alguns aplicativos de namoro depois de algumas amigas sugerirem que isso é divertido. Bom, divertido eu não achei não. Small talk, aquelas conversas forçadas, são um saco e eu não curto muito ficar falando da minha vida pessoal com estranhos. Pouquíssimos sabem realmente puxar uma conversa. Existem pessoas que gostam desse tipo de coisa - conseguem se divertir com o Tinder. Tenho amigas que estão nesse aplicativo e já saíram com vários homens e fizeram até algumas amizades através do aplicativo. Eu acho maravilhoso ver como a tecnologia consegue realmente unir as pessoas e adoro ler aquelas histórias lindas onde algum casal se conheceu na internet ou no Tinder e acabaram casando.
Mas para mim, o Tinder não deu certo. Acho que as pessoas nesse aplicativo ainda têm uma visão bastante imatura sobre relacionamentos e amor. Sabe o que eu mencionei no primeiro parágrafo - que eu e minhas amigas adolescentes tinhamos uma visão certa do nosso homem ideal? As pessoas no Tinder e as minhas amigas que o usam parecem estarem presas a isso até hoje. Quando me perguntavam: "O que você faz? Qual o seu trabalho?" ou "O que você gosta de fazer no seu tempo livre?", me dava vontade se desinstalar o aplicativo na hora. Porque sinceramente, qual a real importância disso? Você vai escolher um parceiro baseado na profissão e nos "hobbies" dele? Porque não fazer perguntas que realmente importam?

O que uma pessoa faz, o que ela estudou, o que tipo de esporte ela pratica - isso não define a pessoa. Teve um homem que me escreveu uma lista de perguntas, do tipo "você é atlética? Pratica esporte? Faz o quê?" e realmente parecia uma pessoa que tem uma visão bem detalhada de como a sua futura namorada deve ser. Assim como as minhas amigas às vezes comentam - "Conheci um cara legal, mas ele é recepcionista de um hotel..." e "Eu saí com um rapaz, mas ele é muito nerd, ele gosta de Star Wars e essas coisas." ou "Não estou mais a fim daquele cara, ela usa roupa apertada e anéis."
Tudo bem que existem pessoas que têm características muito incompatíveis com a nossa personalidade. Mas para você perceber isso não adianta sair somente uma vez com a pessoa. Tinder é fast dating, o equivalente de fast food. Rápido, prático, feito para satisfazer e pronto. E por mais que muitas pessoas realmente consigam encontrar gente interessante através do Tinder, para mim é oco demais.
"Só me envolvo com pessoas que acho intelectualmente estimulantes."
Claro que eu também gostaria de conhecer um cara que é bem sucedido - que é um empresário, ou advogado ou sei lá, alguma coisa estável. Mas eu não me fecho perante a possibilidade de encontrar um músico falido, ou um professor de ciências ou sei lá, um cowboy. Eu não sei o que a vida preparou para mim e estou aberta para surpresas. Pode ser que na minha visão a melhor opção para o meu futuro marido seja um homem rico com um emprego impressionante - mas talvez o verdadeiro amor da minha vida é um artista sem dinheiro. Talvez é essa pessoa que vai ter uma conexã profunda e espritiual comigo, e não o cara que deu certo na vida.

Eu tenho apenas 26 anos de idade mas aprendi uma coisa: a vida é curta e preciosa demais para perdermos tempo com tudo aquilo que não nos faz feliz e que não nos enriquece. E quando digo enriquecer, é num sentido mais amplo do que valor material. Antigamente eu pensava que eu precisava de vários amigos, várias pessoas para preencherem um vazio dentro de mim. Com o tempo eu descobri que o que faltava era o amor próprio - compaixão, carinho e paciência comigo mesma. Hoje eu não me forço mais a ter amizades com pessoas que não me fazem feliz. Eu não me forço mais a ser de um jeito que agrada as pessoas. Não me forço a ir para lugares quando não estou a fim. Hoje eu olho para mim e vejo a pessoa que eu realmente sou e eu cuido de mim como eu mereço ser cuidada. Eu não preciso de vários amigos - só de alguns poucos que me entendem, que me trazem uma energia boa. A mesma coisa vale para um homem: tem que combinar. Se não combinar, não quero. E é isso que traz liberdade. Sinceramente? As pessoas têm medo de mulheres com auto estima saudável. Amor próprio em meninas parece ser ameaçador. Quem tiver medo, que corra então.


Não precisamos nos forçar a sermos do jeito certo. Um dia todas as peças vão se encaixar. No meu caso, eu dou graças ao Universo por tudo ter se encaixado - de um jeito que ainda deixou espaço para aventuras, lutas e vitórias (pois ninguém gosta de uma vida 100% certinha!). Mas eu queria muito fazer as minhas amigas verem isso também. Eu queria que elas entendessem o quanto elas são maravilhosas, especiais, merecedoras de um amor dos sonhos. Eu queria que todo mundo conseguisse ver isso.

Eu resolvi desinstalar o Tinder e deixar o fast dating pra lá. Tentei, não gostei. E todas as vezes que uma das minhas amigas ficam tristes ou inseguras por causa de um encontro com um rapaz, eu queria dizer que talvez elas precisam deixar a lista mental do homem "perfeito" de lado; que talvez elas precisam primeiro pensar nelas e viverem sua vida e se fazerem felizes antes de pensar num relacionamento. Talvez elas precisam aprender a confiar mais na vida, e a entender que nem tudo que queremos é realmente bom para nós. Que às vezes a vida tem planos que primeiro possam parecerem confusos e assustadores mas que no final trazem mais felicidade que a gente jamais imaginava alcançar. Mas tudo isso temos que aprender e enxergar sozinhas.
Estranhas ou não, todas meninas mais cedo ou mais tarde descobrem que o amor está mais perto do que elas imaginavam. O amor da sua vida, irmã, é você.


*Escrevi isso em 2017, mas achei que deveria publicar :)
Beijos,
Ju

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pequenas vitórias

O tempo passa rápido demais quando estamos imersos na nossa vida. Eu corro tanto atrás de sonhos e objetivos que nem sinto os meses passando. Mas enquanto cada segundo da minha vida é experienciado, eu estou satisfeita. Eu ás vezes penso que deveria ter mais, que eu deveria ter uma vida tão excitante e legal como esses blogueiros que viajam o mundo com um carro ou algo do tipo. Eu penso ás vezes 'eu já tenho 26 anos - eu já deveria ter criado um aplicativo e me tornado milionária! O que estou fazendo com a minha vida?' e talvez realmente seja mais fácil hoje em dia de ter aquela ideia milionária e ter a vida ganha. Mas eu já percebi que eu corro demais. Eu sou muito apressada e até mesmo estressada - eu invento o meu próprio estresse. E talvez eu já tenha me viciado em estresse, afinal vivo em um eterno estresse desde os 16 anos de idade. Na minha opinião, estresse vicia. Uma vez que você se acostumou com uma vida corrida, você não volta mais atrás. Você até curte umas férias, mas depois de no máximo 2 meses as suas pernas e mãos começam a tremer com vontade de fazer alguma coisa, de resolver problemas, de enfrentar esse mundo como uma soldada solitária que no final do dia sempre acaba vencendo.


E a vida, por mais insignificante que ela pareça, é maravilhosa. Tudo bem que eu não mudei o mundo com uma ideia extraordinária, e nem estou perto de ser uma pessoa importante, mas dentro do meu mundinho eu sou uma super-heroína.
Eu me lembro disso toda vez que desço as escadas do meu prédio antigo (construído 1904) e dou aquele suspiro antes de começar o dia de trabalho. Eu andei essa cidade pra cima e pra baixo atrás de um apartamento e a competição era tão grande, a busca tão exaustiva, que entrei em pânico e reclamei com todos os santos que conheço. Mas hoje moro num apartamento lindo e grande, que me deixa tão feliz e entendi como as peças se encaixam. Sem essa luta, o gostinho não seria a mesma coisa.
E quando estou no almoço com amigas do trabalho, pessoas que eu conheci há pouco tempo mas que me incluíram tão facilmente no seu grupo de amigas e me dão um sentimento de pertencer aqui - eu me lembro de como eu tanto sonhei com isso quando ainda estava planejando o meu futuro.
Eu senti que a vida é maravilhosa quando eu estava na beira do rio Main caminhando pelo mercado de pulgas. O sol estava cobrindo tudo com uma luz dourada, as árvores estavam todas floridas e balançando no vento como se tivessem dançando empolgadas, e tudo estava tão lindo e perfeito que me senti numa cena de um filme. Mas não, era a realidade, e ela é muito melhor que qualquer ficção.
Ás vezes no trem os olhares se cruzam com alguma pessoa que também está voltando para casa depois do trabalho e a gente sorri uma pra outra como se nos conhececemos, e quem sabe, talvez nós somos uma cópia da outra vivendo uma vida similar, e nem fazemos ideia. Quando as pessoas sorriem para mim eu penso que o mundo na verdade nem é tão duro como dizem.



Uma vez me falaram que eu brilho e que eu a inspiro a usar batom. Acho que foi definitivamente o melhor elogio que já recebi. Inspirar alguém a usar batom era basicamente o meu objetivo de vida e agora sou uma pessoa feita. Posso riscar isso da listinha.

Mas é verdade que eu consegui criar um estilo pessoal pelo qual sou reconhecida. Todo mundo já sabe que eu amo cor de rosa e que se for para me dar algo, melhor ser cor de rosa. No meu aniversário me deram uma carta com um unicórnio na capa o que confirmou que todo mundo me conhece muito bem. Ou talvez sou eu quem deixa bem claro quem eu sou. Mas quando você tem um estilo seu de uma maneira indesculpavelmente sua, é muito interessante ver como as pessoas acabam te respeitando por aquilo. Mesmo sabendo que a maioria dos meus colegas na empresa não suporta cor de rosa, eles fizeram questão de me dar presentes dessa cor porque sabem que eu sou assim e pronto. É satisfatório demais saber que eu não sou apenas mais um pontinho preto - mas aquela que brilha, mesmo que seja só por causa de um ótimo iluminador.

Um dia desses comprei móveis no IKEA, passiei na beira do rio de frente de casa, fiz compras no supermercado e me dei conta de que essa é a minha vida. Eu sou uma pessoa adulta e eu sou dona de tudo que eu tenho. Ninguém me deu, eu que lutei por tudo isso. E tudo bem, talvez eu não tenha um carro e nunca viajei até Paris, mas se um dia eu tiver e for, vai ser por conta própria. Isso é um luxo que poucas meninas têm e eu tenho muito orgulho disso, além de querer muito ajudar outras pessoas a terem essa mesma liberdade. Mas talvez você seja igual a mim - e talvez você está buscando por algo a mais na sua vida, e não se dá conta do quanto você já tem e o quanto você já alcançou.



Está na hora de celebrar as pequenas vitórias - só você sabe o quanto que teve que suar para conquistá-las. Celebre tudo, cada momento. Pois a vida é pura magia. Cabe a você a enxergá-la.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Adeus, 2016 - Parte 1: 15 Perguntas Para Se Despedir de 2016


O fim de 2016 está chegando e eu preparei uma pequena série para terminar o ano linda, cheia de planos para o próximo ano e claro, com dicas para passar bem os dias de folga.

Hoje quero começar com algumas ideias e inspirações de como terminar o ano bem e dessa forma, iniciar o ano novo cheia de intenções e resoluções.
Eu sinceramente adoro o fim de ano. Há vários anos eu costumo fazer uma lista de planos para o ano seguinte e na noite do dia 31 de dezembro eu olho para a minha lista e vou riscando tudo que completei. Geralemente eu completo tudo - só alguns pontos onde a vida, digamos, mudou de rumo sem previsão, aí claro que os planos predefinidos não vão dar certo. Mas sinceramente amo ver o quanto consegui realizar e acredito que é muito importante ter um "plano de vida" pessoal.

Mas antes de escrever a minha lista de metas para o próximo ano, eu gosto de refletir sobre o ano que passou e ver o quanto eu aprendi, cresci e evolui (ou não..). Tenho algumas perguntas que gosto de fazer no final do ano e queria mostrá-las a vocês. Quem sabe, talvez alguém se anima para também iniciar esse ritual de ano novo!

Adeus, 2016!


1. Quais coisas novas que você descobriu sobre si mesma?
2. De todas as suas realizações durante o ano passado, qual que mais te orgulha?
3. Quais das suas qualidades pessoais foram as mais importantes e que mais te ajudaram durante esse ano?
4. Qual é a coisa ou pessoa ou acontecimento pelo qual você é mais grata?
5. Qual foi a maior lição de 2016 pra você?
6. Qual coisa que você fez pela primeira vez em 2016?
7. Quais preocupações que se mostraram totalmente desnecessárias?
8. Qual foi o maior problema que você resolveu?
9. Qual foi o momento mais engraçado desse ano - que ainda te faz rir só de pensar sobre?
10. Qual conselho você daria a si mesma no início de 2016?
11. Teve alguma parte de você mesma ou da sua vida que deu uma total reviravolta?
12. Faça uma lista dos melhores 5 momentos de 2016?
13. Qual foi a parte mais difícil de 2016 - e como você conseguiu enfrentar essa dificuldade?
14. Como você mudou em relação à pessoa que você era no fim de 2015/início de 2016?
15. Se você pudesse resumir o seu ano de 2016 em três palavras, quais seriam?

E agora, olhamos para o ano que vem: 2017


1. Qual serão o(s) principal(is) tema(s) ou foco(s) para o seu ano novo?
Isso pode abrangir tanto a vida pessoal, espiritual ou profissional.
2. Escolha no mínimo 3  e no máximo 10 metas para o ano de 2017.
Seja realista e não inclua coisas que você no fundo já sabe que não vai completar. Reflita sobre o estado da sua vida, o que te faz feliz e o que está te incomodando, o que você gostaria de mudar ou acrescentar na sua vida. Faça metas a base disso e pense não somente no lado profissional como também na sua evolução pessoal.
3. Quais são dois ou três aspectos da sua personalidade que eu gostaria de melhorar?
Sempre existe algo que podemos melhorar - ser mais paciente, perdoar alguma pessoa que te magoou, ser mais tolerante, pensar mais positivo, e por aüi vai. Pense em alguns aspectos da sua personalidade que você gostaria de melhorar e anote em um caderno, de preferência formulando de uma maneira positiva. Faça isso pensando em si mesma e não nos outros - foque em algo que vai ajudar você e fazer com que você se torne uma pessoa melhor. Não pense no que os outros talvez gostaríam que você mudasse, mas em algo que você sente que precisa de fato melhorar.

Eu já consegui realmente enxergar o que eu faço no dia a dia que me prejudica - por exemplo, eu tinha o costume de reclamar muito e sempre focar em algo que não estava funcionando. Além disso, também me preocupava demais e muito facilmente, muito antes de um real problema surgir. Todas esses aspectos da minha personalidade eu fui ao longo dos últimos anos melhorando e isso me ajudou tanto! Hoje já não sou mais aquela pessoa que vive preocupada e ansiosa, me tornei uma pessoa otimista e claro, ainda tenho um longo caminho pela frente para realmenter me tornar "zen", mas já estou pelo menos na estrada certa.

Essas perguntas e metas ajudam muito a enxergar tudo que conseguimos alcançar, os obstáculos que enfrentamos e nos ajudam a sentir orgulho de nós e até mesmo a ver o quanto experiências negativas acabaram nos ajudando a crescer ou aprender algo novo. E assim, conseguimos iniciar o ano com atitudes melhores, planos e sonhos novos e com certeza com muito mais ânimo.

Espero que as perguntas sirvam como uma ótima inspiração para vocês! Existe alguma meta para 2016 que você quer compartilhar? Conte nos comentários :)

Boas festas!

Beijos,
Ju



sábado, 25 de julho de 2015

Como Lidar Com Dias Ruins


Todo mundo passa por isso: você acorda e parece que o mundo resolveu ficar contra você. Nada dá certo. Você se sente abandonada. Cansada. Com vontade de explodir em mil pedaços e começar do zero.

E a cada ano que passa, sinto mais facilidade em lidar com esses dias ruins e dar a volta por cima - e rápido! Faz algum tempo que eu abordei uma filosofia de agradecimento + pensamentos positivos na minha vida e me sinto uma pessoa nova em relação à quem eu era antigamente. Eu era capaz de transformar um dia ruim em uma semana ruim. Hoje em dia tenho poucos dias ruins no ano - mas quando acontecem, e quando fico pra baixo, cheia de pensamentos negativos e deprimentes, sigo os seguintes passos para me sentir melhor:

Permita-se um momento de fraqueza



O que eu noto que muitas pessoas têm em comum é o desejo de ser forte e dar conta de tudo ao mesmo tempo. Estamos tão acostumados de sermos fortes sempre e de lidar com todas as dificuldades do dia-a-dia, que quando estamos passando por um momento 'fraco', começamos a nos culpar. Tentamos ser fortes à força e não permitimos um momento para sermos vulneráveis. Mas às vezes o que você precisa é justamente isso: ser fraca. Existe uma parte na bíblia (2 Coríntios 12) que diz assim:
Porque quando estou fraco então sou forte.
E aprendi o significado disso. Se nunca formos fracos, como conseguiríamos ser forte? Se você não conhece fraqueza, então não conhece força. É nas horas mais difíceis que nos sentimos fracos - mas só assim que aprendemos a ser mais forte. Então, permita-se ser fraco. E deixe doer, deixe sentir tudo que você precisa nesse momento. Chorar faz bem - dizem até que lava a alma. Se você não soltar isso que está pesando sob as suas costas, você ficará com esse sentimento guardado dentro de si - que crescerá e aumentará, e que ficará pior no final das contas. Então, liberta-se logo sentindo tudo que você precisa sentir: medo, preocupação, decepção - o que quer que seja, sinta e não se culpe de sentir tudo isso.

Tente se entender melhor


Dias ruins não acontecem por acaso. Alguma coisa estava se acumulando até chegar ao ponto de transbordar. Você tampa alguns buracos e tenta dar um jeito, ignorar a situação - mas chega uma hora que você terá de enfrentar os seus sentimentos. Mas muitas vezes não entendemos o real motivo porque estamos nos sentindo tão mal. É importante escutar essa vozinha dentro de si para que você possa realmente eliminar esses sentimentos pesados e negativos da sua vida. Claro, não quer dizer que você vai conseguir isso de um dia para o outro. Mas aos poucos você se conhecerá melhor e entenderá melhor os motivos por trás de uma tristeza ou preocupação. Muitas vezes ignoramos algo tão bem que nós mesmos temos dificuldade de entender sentimentos que guardamos.
Mas como fazer isso? Como se entender melhor?
- Analise a situação. 
- O que levou você a ficar para baixo?
- Foi algo que você fez?
- Foi algo que outra pessoa fez?
- Porque aquilo te afetou tanto?
- Qual é o real motivo de você se incomodar com isso?

Perdoar faz bem


Depois de sentir e analisar/entender, o próximo passo é perdoar. Principalmente, perdoar a si mesmo.
Ninguém é de ferro. Todo mundo erra e isso faz parte do nosso crescimento. Então, perdoe e saiba que amanhã é um novo dia para tentar de novo.



Busque algo ou alguém que te faz feliz


Você merece coisas especiais sempre - mas principalmente quando está se sentindo um pouco pra baixo. Então ligue para aquela amiga e marque um encontro emergencial para poderem desabafar, fofocar e rir juntas.
Compre um pedaço de torta ou aquele brownie delicioso e coma sem culpa.
Assista a uma temporada inteira do seu seriado preferido e esqueça por algum tempo da vida real.
Vá até algum lugar que você gosta - a praia, o centro da cidade, o museu, o cinema, o shopping, a livraria - e aproveite um pouco a vida.
Você merece ser feliz. Então vá atrás daquilo que te faz feliz.

Música também é remédio

"Quem canta os seus males espanta" - é o que a minha mãe sempre diz. E ela tem toda razão (como sempre). Sério, não há nada que vai te animar tanto como ouvir e cantar aquelas suas músicas favoritas (sabe aquelas letras que você sabe de cor? Pois é, canta bem alto e me fale se não te anima um pouco!). Melhor do que ouvir e cantar as músicas, seria dançar também. Tenho certeza que dessa forma você afasta qualquer tristeza!

Segue uma playlist com algumas músicas que me animam :)




Dias ruins são parte da nossa história. Respire fundo e vai. E lembre-se: até hoje você já sobreviveu a TODOS os seus dias ruins - não há batalha que você não consiga vencer. Mesmo se parecer difícil, você dá conta.

***

Gostou das ideias? Como você lida com dias difíceis? Conte-me nos comentários!
Beijos!
Ju

terça-feira, 28 de abril de 2015

Vinte e Poucos Anos: e agora, o que faço da minha vida?

Um dia desses vi algo na internet que me deixou pensativa. A pergunta era:

Qual é a idade que você subconscientemente dá a si mesma?

Parece estranho, e na hora eu até frisei a testa e pensei 'Oi? Como assim?', mas depois notei que essa pergunta fazia sentido sim.
Eu tenho 24 anos. Nasci no ano 1991, quando o Xou da Xuxa ainda era o máximo e a internet nem sequer existia. Mas na minha percepção - na minha cabeça - eu não tenho 24 anos. Não mesmo. 24 anos é uma idade tão adulta. Lembro como antigamente via pessoas com 24 anos e pensava que aquela pessoa era tão velha. Não no sentido de velho=idoso, mas no sentido de ter uma vida definida e organizada e enfim, estar com tudo regulado e perfeitinho.


Pois é. Não é bem assim, né? A década dos 20 é provavelmente a era mais complicada e ao mesmo tempo divertida da nossa vida. De um lado a gente sente aquela pressão de escolher o que fazer da vida, encontrar alguém que valha a pena casar, ter amizades de verdade, comprar um carro, sair de casa...e do outro lado somos finalmente donos das nossas próprias vidas, podemos sair quando quisermos, podemos fazer o que quisermos e somos jovens! Queremos aproveitar essa fase!
Só que ninguém parece saber direito como.


Como aproveito essa fase dos 20 sem atrapalhar todo o resto da minha vida? Como sair para as 'nights' e sobreviver a ressaca e ainda trabalhar e estudar para a prova da faculade? Como encontrar alguém interessante e saber que aquela pessoa é o que eu realmente quero?
São tantas perguntas - tantas possibilidades - e ninguém tem as respostas. Mesmo quando dizem que têm, eles não fazem a mínima ideia.


 Porque cada um de nós tem um caminho a seguir e nenhuma vida é igual a dos outros. Em algum momento, a gente aprende isso e um peso que estava nos nossos ombros acaba desaparecendo. A gente se compara com os outros - fulana já está quase terminando a faculade e eu ainda nos cursinhos! Fulano foi contratado naquela empresa mara e eu aqui sem nem sequer um estágio! Os dois vão se casar e eu aqui namorando somente os personagens fictícios do meu seriado favorito! Mas é como nossas mães sempre nos disseram: o que os outros fazem é problema deles. ("E se a fulana pulasse de um prédio, você também pularia?" - Sim, todas as mães falam isso em algum momento. Deve estar em algum 'Guia Para Mães - Parábolas e Frases Úteis' que elas recebem assim que engravidam)


O que precisamos fazer quando estamos na fase dos 20? O que a gente quiser. O que a gente precisar fazer para chegar onde queremos chegar. Mas sinceramente? Ninguém caminha sempre em linhas retas. Não existe nenhum caminho perfeito - todos terão curvas, buracos, montanhas, descidas drásticas. Não é possível viver a vida sempre com 100% de certeza. Quando tinha 15, pensava que com 24 eu seria não só adulta e dona da minha vida, mas também super segura de tudo. Aquela pessoa que sabe das coisas e sabe o que está fazendo. Mal podia imaginar que em 99% das situações eu estaria improvisando ou escolhendo a opção menos pior. É engraçado essa noção de que em algum momento da vida você vira adulto e pronto, magicamente todas as suas dúvidas, inseguranças e os seus medos desaparecem. A verdade é um pouco assustadora, mas não tem como evitar: Ninguém sabe o que está fazendo. Todos estamos simplesmente tentando dar um jeito nessa coisa que chamam de vida.

É bom sermos honestas, principalmente nessa era de vidas virtuais mais que perfeitas - onde todo mundo vive feliz para sempre, sem problemas e sem falhas. Eu sinto falta disso às vezes na blogesfera. Cansei de fazer de conta que tudo está sob controle. Porque na verdade nunca esteve e descobri que isso não é uma coisa ruim. Ser adulto talvez não significa estar no controle - talvez ser adulto é justamente aceitar que você na verdade não controla nada - e se você errar, significa que você tentou. Que você teve mais um aprendizado.

Na minha percepção, acho que fiquei presa nos 19. Não me vejo como uma pessoa de 24 anos. Ainda adoro escutar as músicas da Britney Spears, sonho em ter cabelos de todas as cores e sim, eu sou fã de seriados e livros como uma garota de 16 anos. Talvez a minha Eu de 15 anos ficaria decepcionada. Mas o importante é que eu estou descobrindo quem eu sou. Estou descobrindo os meus sonhos verdadeiros, os meus talentos, a minha personalidade. A fase dos 20 nos mostra quem nós realmente somos. E não existe um certo ou errado. Então, se pudesse, diria para a minha versão adolescente que ela deveria sentir orgulho - pois estar na fase dos 20 não é nada fácil, mas sinceramente, estou fazendo o meu melhor.
E no final o que importa é isso: que não sejamos tão duros com nós mesmos. Estamos fazendo o melhor possível.


{Quase todas as imagens/gifs são do filme 'Bonequinha de Luxo' com a Audrey Hepburn. Na minha opinião, esse filme tem tudo a ver com a fase dos 20!}

>>E você, qual idade imaginária têm? Conte-me nos comentários! (:

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A arte de saber quem você é

Acho que todas nós concordamos de que a vida não é nada fácil. Sempre há algum dilema. Alguma luta a vencer. Algum mistério a ser descoberto. E isso é provavelmente o que nos traz felicidade - se nada nunca fosse difícil qual seria a graça? Certo?

Mas talvez não é nem a culpa da vida. Afinal, ela na verdade não faz nada. Ela simplesmente é a nossa vida. Quem é difícil mesmo somos nós. Eu e você. E o resto do mundo. Sempre insatisfeitos, nunca felizes com o que temos. Quando conquistamos algo, já olhamos para o horizonte pensando: "Eu quero mais." E isso é bom, afinal, é assim que crescemos. Mas será que você consegue ser feliz querendo sempre mais?

A verdade é que você não precisa de mais. Mais coisas, mais amigos, mais dinheiro, mais amor. Você provavelmente já tem suficiente disso tudo. Você quer mais porque alguma coisa ainda está faltando. Algo dentro de você ainda é oco. Um espaço vazio aguardando a ser preenchido. Mas por o quê? O que será que a gente tanto quer?

O Lao Tzu tem uma citação que diz assim:



Quando li isso pela primeira vez, pensei: "É isso! Obrigada, Lao Tzu!" Só depois de alguns minutos que eu precebi que Lao Tzu na verdade não ajudou muito. De certa forma, complicou mais ainda. "No centro do seu ser você tem a resposta." Ok. No centro do meu ser - a pergunta agora é: como é que eu acesso esse meu centro? Será que é por meditação? Tenho que me retirar para o topo de uma montanha e tentar encontrar a iluminação divina para entender o que é que eu quero dessa vida?

Ou será que o centro do nosso ser é algo bem mais óbvio? Eu tentei me lembrar de quando eu era criança. Acho que durante a nossa infância sempre estamos conectados com o nosso centro. Somos espontâneos, livres e nós mesmos quando somos crianças. Então eu tentei me lembrar: O que me fazia feliz, muito feliz, quando eu era criança? E o que me deixa muito feliz e com um sentimento de paz hoje em dia?

Acontece que nem sempre podemos fazer o que nos deixa feliz. Muitas vezes a questão que impede os nossos planos é financeira. E é claro que isso desanima bastante. Mas para todo problema há uma solução e dinheiro nós podemos juntar. Tudo que é muito caro tem alguma alternativa mais barata. O bom mesmo é poder lutar pelos nossos sonhos, pois se fosse brincadeira não seria tão excitante conquistá-los. Eu nunca ouvi alguém bem sucedido dizer que foi fácil. "Ah, foi super fácil ficar rico, famoso e bem sucedido."-ninguém nunca disse isso. Todos nós sabemos que aqueles que estão no topo lutaram bastante para chegarem lá. E muitos deles também não tinham grana suficiente no início. Se eles conseguiram, porque será que nós não conseguiremos também? 

Saber o que se quer da vida é algo bem raro. Eu vejo muita gente perdida pela vida, fazendo cursos de faculdade que eles nem curtem, trabalhando em lugares que não os trazem felicidade e gastando o seu dinheiro em coisas que eles nem precisam. Eu sei que é difícil saber o que a gente realmente quer. Por isso, eu vou me dedicar a mim mesma, escutar àquela vozinha dentro de mim e observar o que me faz sorrir e o que me deixa com tédio. Eu vou descobrir o que é que falta para preencher o espaço dentro de mim e assim que eu souber, eu vou correr atrás daquilo. 
Existem várias maneiras de você se dedicar a si mesma e se conhecer de verdade:

1. Escrever um diário


Escrever para si mesmo é uma forma de terapia. Enquanto você escreve sobre as coisas que aconteceram no seu dia a dia, você estará analisando as situações e se conhecendo melhor. Dedicar um tempo para ficar quieta e pensar sobre as suas ações, seus desejos e medos, é uma forma de se conhecer melhor.

2. Fazer arte ou artesanato


Arte é uma maneira de expressão. Você consegue expressar certas coisas que as palavras muitas vezes nem traduzem. E enquanto você cria algo, os seus pensamentos fluem. Muitas vezes você precisa desse tempo para se descobrir. Um tempo em que você não se estressa, fica calma e em conexão consigo mesmo.

3. Passar um tempo só com a companhia do planeta Terra


Estar no meio de um monte de gente às vezes nos desgasta tanto que sentimos necessidade de ir para algum lugar sozinha. Seja esse lugar a praia, um parque, o seu jardim - não importa! Enquanto que você tenha contato com a natureza.

4. Arrumar e organizar o seu quarto


Muitas vezes o ambiente em que vivemos está tão bagunçado que nós ficamos meio desequilibradas. Pois como Albert Einstein já dizia: tudo tem a sua energia, até mesmo a bagunça e sim, o seu corpo e sua mente sentem essa energia negativa. Você deve guardar muita coisa de qual nem se lembra mais, e às vezes é bom se lembrar. Nas arrumações sempre encontramos lembranças e cartinhas, brinquedos antigos ou um velho CD. Nessas horas conseguimos refletir também bastante sobre o que já se foi e o que queremos que fique e que vá embora.

>>Só quando você realmente se conhecer e souber quem você é, é que você saberá o que você quer no fundo. E quando você descobrir o que é que faz você feliz, te deixa com um sentimento de paz e o que você quer fazer pelo resto da sua vida, você vai parar de procurar mais e mais. Você vai ser livre e leve e feliz.

Beijos à todas/os!!
Ju :)




terça-feira, 15 de outubro de 2013

The Baddest Bitch in Town

'Bad Bitch': Uma definição
O que é uma bad bitch? Em tradução livre seria uma ‘vadia má’, mas não se assuste. O termo bad bitch é usado em um sentido diferente do comum para ‘bitch’. O Dicionário Urbano define uma bad bitch da seguinte maneira:

1.       Completamente dotada mentalmente e geralmente maravilhosa.

2.       Uma mulher que sabe o que quer e que sabe exatamente como conseguir.

3.       Uma mulher forte que se respeita e que dá conta de tudo.

4.       Uma mulher que entende que ela pode fazer e alcançar tudo o que ela queira neste mundo, mesmo quando alguém lhe diz o contrário. Ela confiam em si mesma e trablha duro para chegar ao topo. Ela nunca desiste e ela não está nem aí para o que os outros dizem dela.

Há algum tempo atrás ser uma bad bitch era algo negativo. Afinal ‘bitch’ é um insulto. Mas juntando essas duas palavras negativas, um fenomêno matemático ocorre e a palavra se torna em um dos melhores elogios. Básicamente, o que isso quer dizer na nossa língua, é: bad bitch =Ela é foda.

Uma bad bitch é aquela mulher que não desperdiça nenhum momento e nenhuma oportunidade. Ela não fica satisfeita com pouco. Ela não aceita um simples ‘Não’ como resposta. Ela tem sonhos, objetivos e planos e vive cada dia para realizá-los. Ela se valoriza, pois ela se ama. De corpo e alma. Ela pode se orgulhar de si mesma, pois ela sabe como ela é boa no que faz. Ela é inteligente, esperta e você não deveria aprontar com ela.

Uma bad bitch de verdade não é só maravilhosa por dentro – ela também entende que uma mulher tem que aproveitar-se das armas que Deus lhe deu: sua beleza. Quando uma bad bitch entra pela porta, ela não passa despercibida. Ela chama atenção, porque ela sabe se portar. Ela é elegante, auto-confiante e ela não se importa com os olhares. Ela arrasa. Sempre.

Nenhuma mulher nasce uma bad bitch. Ela aprende e cresce. Ela encontra outras bad bitches e se inspira. Ela é cheia de experiências, pois ela vive a vida intensamente.

Ela não anda, ela desfila






















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Caso queira se inspirar aqui segue
*Uma playlist especialmente para as bad bitches
*O filme Erin Brockovich
*O seriado The Client List

Um grande beijo para as bad bitches por aí! Continue arrasando!

Ju